O que dizem os estudos sobre a relação entre o exercício físico e o cancro da mama? Estes são os dados da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Todos os anos, em outubro, o país veste-se de rosa, caminha por uma causa e, em todo o lado, fala-se sobre um tema tão importante como: o cancro da mama.
Infelizmente, este é uma realidade de muitas famílias. Em Portugal, são várias as famílias que passam, já passaram ou conhecem alguém que tenha passado ou esteja a passar.
No FITTEJO, queremos aproveitar este Outubro Rosa para falar deste tema como uma realidade não comum a todos – o movimento.
Não te vamos falar como promessa milagrosa mas, como aquilo que a ciência nos mostra. O exercício é uma das ferramentas mais acessíveis para reduzir o risco e ajudar na recuperação.
“A prática de exercício físico está associada à prevenção da doença cardiovascular e do cancro, duas das principais causas de morte em países desenvolvidos.”
Citação do artigo de José Ferreira Santos, Cardiologista, Hospital da Luz Setúbal & Helder Dores, Cardiologista, Hospital da Luz Lisboa
O que nos dizem os números, em Portugal
Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), o cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente nas mulheres portuguesas.
As estimativas divulgadas apontam para cerca de 9 000 novos casos por ano (cerca de 25 novos casos por dia). Cerca de 1% dos casos ocorre nos homens.
Há, no entanto, uma mensagem que a Liga repete: “quando é detetado cedo, o cancro da mama tem uma taxa de cura superior a 90%“. Por isso, o rastreio continua a ser o pilar da prevenção secundária.
O rastreio é aconselhado a mulheres e pessoas do sexo feminino entre os 45 e os 74 anos, sendo cada vez mais recorrente nas mulheres mais jovens e, por isso, a importância de conhecermos o nosso corpo e estarmos atentos a cada sinal.
O exercício:
Na prevenção:
A LPCC inclui o exercício físico entre os fatores protetores do cancro da mama, referindo ainda estimativas segundo as quais a inatividade física poderá ser responsável por 10 a 16% de todos os casos de cancro da mama.
Mas, atenção: a mensagem não é “quem treina não tem cancro”. É “quem se mexe regularmente tem, em média, menos risco”, e isso já é muito.
Na recuperação:
O exercício é, por isto, seguro durante e após o tratamento do cancro:
- Ajuda a melhorar a função física, a qualidade de vida e a fadiga associada à doença.
A mensagem-chave dos especialistas: evitar a inatividade.
E depois do diagnóstico, os números são impressionantes. Uma análise, publicada em 2025, na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention analisou o efeito do exercício em doentes em recuperação e houve uma redução de cerca de 50% no risco de morte por qualquer causa.
O mito do linfedema e dos pesos:
Um dos maiores receios após a cirurgia à mama é o linfedema (inchaço do braço). Durante anos, evitar levantar pesos era a regra. Mas, a realidade é que estudos mostram que o treino de força lento e progressivo é seguro em mulheres, em risco de linfedema.
Contudo, antes de qualquer prática é mesmo importante que sejas acompanhado pelo teu médico e por um profissional para que a tua recuperação seja segura, eficaz e sem lesões futuras.
Na prática:
As recomendações igualam-se às recomendações gerais para adultos:
- 150 minutos por semana de exercício aeróbico moderado (ou 75 minutos de intensidade vigorosa, ou uma combinação);
- Treino de força pelo menos 2 dias por semana, para os grandes grupos musculares;
- Alongamentos nos dias de treino.
Mas, aqui lembra-te que o importante é mesmo começares a mexer-te, ao teu ritmo e como te sentires mais confortável. Não deixes a falta de vontade vencer – lembra-te que a TUA vida não tem botão de pausa.
Sabemos que muita gente não treina porque tem medo: de não saber o que fazer, de errar, de se sentir julgada, de não ter energia. É por isso que, no FITTEJO, acreditamos num recomeço com acompanhamento, pessoas reais e treinos ajustados a cada um.
Falamos de pessoas que já passaram por esta doença e querem voltar a sentir o corpo seu, de quem quer reduzir o risco, e de quem simplesmente quer cuidar de si depois de anos a pôr os outros primeiro.
No Outubro Rosa, a LPCC lembra os três pilares do diagnóstico precoce: autoexame, exame clínico e rastreio (mamografia). Atenção a alterações no tamanho ou na forma da mama, mudanças na pele ou no mamilo, ou qualquer nódulo novo. Em caso de qualquer dúvida, fala com o teu médico.
Se chegaste até aqui e sentes que queres dar o próximo passo, então fala connosco! Temos uma equipa disponível para te ajudar, acompanhar e atingir, contigo, cada objetivo.
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Esperamos por TI,
FITTEJO
